O que fazer

Identifique e recrute Multiplicadores Internos: servidores que atuarão como pontos focais, multiplicadores e defensores da solução quando a equipe do projeto não estiver na sala. A escolha deve ser cirúrgica. Não procure apenas os "amigos da gestão", mas sim pessoas com posicionamento estratégico dentro da rede informal do órgão.

 

Alguns critérios possíveis para escolha:

 

Liderança Informal: Quem é a pessoa a quem todos recorrem quando têm dúvida? Se essa pessoa validar a solução, o grupo a segue.

Entusiasmo: Quem demonstrou interesse genuíno durante o piloto? Busque pessoas abertas ao novo.

Resiliência: O embaixador precisa ter paciência para lidar com os primeiros erros do sistema sem "queimar" o projeto para os colegas.

Capilaridade: Escolha, idealmente, um representante por setor ou turno, garantindo que a "palavra da inovação" chegue a todos os cantos.

 

Por que isso é estratégico? O embaixador traduz a linguagem técnica para a linguagem das pessoas. Ele reduz a desconfiança e cria um sentimento de pertencimento. Quando o servidor vê um igual usando e aprovando, a barreira do "isso é invenção da chefia" cai.

Ilustração Abstrata

Exemplo prático:

Na digitalização do setor de RH, a equipe não escolheu o gerente como embaixador, mas sim o "Seu Carlos", um servidor de 25 anos de casa que era conhecido por ser exigente e metódico. A estratégia foi: "Se o Carlos, que é 'caxias', aprovou o novo sistema, é porque é seguro mesmo". Ele recebeu treinamento VIP e virou o instrutor oficial dos colegas, garantindo uma adesão de 90% em duas semanas.

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